Wednesday, July 26, 2006

Extractos de "Los Nibelungos"

The Legend of the Tower of Babel



From the 1927 movie Metropolis, Maria's retelling of the story of the tower of Babel, from a perspective of workers verses rulers instead of a fable of diversity of language. BABEL BABEL BABEL! One man's hymns of praise became another men's curses.

Extractos de "La Mujer en la Luna"




"Frau im Mond" (1929) de Fritz Lang, con Klaus Pohl, Willy Fritsch & Gustav von Wangenheim

Faust Signs His Pact With Satan - 1926





F.W. Murnau's silent classic, "Faust," chillingly captures the oft repeated motif of a "Faustian bargain" - selling one's soul to the devil in exchange for worldly power and prestige ... In Europe, the legend extends back until at least the 16th century but has also been found in other cultures ... Marlowe, Goethe and Thomas Mann all gave literary treatment to this tale, while Wagner, Berlioz and Gounod set it to music ... Emil Jannings' intense, persuasive performance as Mephisto propels this cinematic treatment throughout ... Gösta Ekman convincingly plays Faust ...

Nosferatu

Monday, July 24, 2006

Nelson Rodrigues na berlinda

São Paulo, domingo, 23 de julho de 2006
+ livros
Nelson Rodrigues na berlinda
TANIA BRANDÃO ESPECIAL PARA A FOLHA

Dois lançamentos reúnem obras e depoimentos da crítica e dramaturga Renata Pallottini

Singeleza e variedade: palavras hábeis para definir "Teatro Completo", de Renata Pallottini. A publicação permite que se considere a editora como a casa do teatro no Brasil, pois nenhuma outra teria a ousadia de publicar um volume de 888 páginas dedicado a um dramaturgo brasileiro. O termo teatro completo tem, aqui, aplicação muito adequada e remete de estalo à idéia de variedade; a obra reúne textos de natureza muito diversa, desde as peças classificáveis, como obras de juventude, até os textos da maturidade profissional, desde experimentos rápidos, curtos até originais dotados de mais fôlego temático ou temporal, com a inclusão de traduções e adaptações. Na verdade, trata-se de uma lição de dramaturgia dinâmica, pulsante, um gesto que complementa uma das grandes escolhas profissionais de Pallottini, a mais consagrada das personalidades que se dedicaram no Brasil ao ensino da arte de escrever para teatro. Vida e obraAo ler os diferentes textos, o leitor irá, em um primeiro plano de leitura, conhecer a vida e a obra da dramaturga. Além de uma cronologia sumária e extratos eloqüentes da fortuna crítica, há o prefácio de Mariangela Alves de Lima, um bom guia para a aventura. Ela situa o teatro de Pallottini no cenário do século 20 e em suas próprias coordenadas, bastante peculiares.Assim, em um segundo momento, o leitor poderá constatar como as peças foram arquitetadas enquanto opções de linguagem teatral, como foi tecida a relação da autora com a tradição do drama ocidental e suas técnicas de escrita, com as suas próprias vivências e as suas necessidades de expressão, com o nosso tempo e a nossa história, com a realidade de São Paulo. A singeleza surge, portanto, pela possibilidade de identificarem-se nas páginas vestígios do gesto da professora de dramaturgia. Examinados como obra completa, os textos são testemunhos eloqüentes de uma trajetória da dramaturgia brasileira recente. Revelam -além da aproximação indicada com o teatro de Jean-Paul Sartre e o de Jorge Andrade, isto é, a preocupação com a dialética entre o imperativo social e a autonomia do sujeito- a sintonia de nossos autores com as variações da escrita cênica na segunda metade do século 20. Os textos exalam sempre um sabor contemporâneo, uma afinidade com o seu tempo e o teatro desse tempo. É preciso destacar a destreza da farsa exercitada em "O Crime da Cabra", uma comédia de costumes rural de ação vertiginosa, e a densidade do engajamento e da poesia que impregnam os textos dedicados à imigração italiana no Brasil. "O País do Sol" oferece um detalhado panorama histórico da imigração, do final do século 19 até o aparecimento de Mussolini; a partir de uma festa, com narração direta, quadros curtos mostram trajetórias de vida, pontilhados por canções e teatro no teatro. "Colônia Cecília" estrutura-se como deliberada vontade expositiva; poemas, canções, documentos de época e cenas dramáticas foram reunidos para contar a curta história (1890-1894) da colônia anarquista fundada por Giovannni Rossi no Paraná, uma aproximação forte com o conceito brechtiano de cena. Brecht também está presente em "Os Fusilis da Senhora Carrara" -embate entre uma cantina à moda antiga e o poder da fast food, apresentado por uma companhia de teatro cujos integrantes expõem algo de seus dramas pessoais, um pouco para que haja distanciamento da ação principal. ConsagraçãoA rigor, o livro é um ato lícito de consagração. Favorece a percepção mais nítida do que se poderia chamar de linhagem paulista do teatro moderno -uma vertente que ignora as propostas de Nelson Rodrigues, busca remontar às convenções e tradições do drama ocidental, ao legado do drama realista, da peça bem feita e da comédia de costumes, lidos sob uma ótica crítica e ácida; portanto um caminho para instaurar uma forma moderna. A idéia de consagração aparece mais clara se considerarmos o lançamento simultâneo de "Renata Pallottini Cumprimenta e Pede Passagem", de Rita Ribeiro Guimarães. É um depoimento comovedor e apaixonado; a dramaturga revela os meandros de sua vinculação ao palco e situa também as múltiplas vertentes em que atuou -a televisão, o ensino de teatro e de dramaturgia, a poesia, a identidade política, a aproximação com a cultura hispânica e cubana. Em certo grau, são obras complementares, embora esta biografia padeça de todos os males de edição apressada, problemas que não afligem o leitor de "Teatro Completo". São inúmeros os erros de digitação e -o que é mais grave- são muitos os erros de informação inaceitáveis em uma publicação que pretende consolidar o conhecimento do teatro paulista. Faltou revisão, para que não se atribuísse a Ruggero Jacobbi a direção de "A Moratória", de Jorge Andrade (às vezes grafado com erro), notável encenação de Gianni Ratto, e para que não se localizasse a fundação da Escola de Arte Dramática, de 1948, na década de 50. Ainda assim, fica o lucro: são livros que trazem o teatro para a ordem do dia, encanto singelo sob o variado das formas.

TANIA BRANDÃO é autora de "A Máquina de Repetir e a Fábrica de Estrelas" (7 Letras).

TEATRO COMPLETO Autor: Renata Pallottini Editora: Perspectiva (tel. 0/xx/ 11/3885-8388) Quanto: R$ 75 (888 págs.) RENATA PALLOTTINI CUMPRIMENTA E PEDE PASSAGEM Autor: Rita Ribeiro Guimarães Editora: Imprensa Oficial do Estado de SP (tel. 0/xx/11/6099-9800) Quanto: R$ 9 (264 págs.)

Thursday, July 20, 2006

Google Books

Aqui, alguns títulos disponíveis no Google Books:


The Oxford Illustrated History of Theatre, edited by John Russell Brown. The Oxford Illustrated History of Theatre, an authoritative and lavishly illustrated new history, celebrates the stage's greatest achievements over 4,500 years, from festival performances in ancient Egypt to international,... More about this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Theories of the Theatre: A Historical and Critical Survey from the Greeks to the Present, by Marvin A Carlson. About this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.


Theatre in Ancient Greek Society, By Thomas Tooke, J R Green. "Theatre in Ancient Greek Society examines the function and impact of the theater in the Greek world. Rather than resting on the interpretation of Greek dramatic texts or relying on written sources that were only intended... More about this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Experimental Theatre: From Stanislavsky to Peter Brook, by James Roose-Evans. James Roose-Evans, one of Britain's most experienced and innovative directors, and founder of the Hampstead Theatre (which celebrated its twenty-fifth anniversary in 1984), surveys the history of the avant-garde in the... More about this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Avant Garde Theatre: 1892-1992, by C D Innes. Examining the development of avant garde theatre from its inception in the 1890s to the present day, Christopher Innes exposes a central paradox of modern theatre; that the motivating force of theatrical experimentation... More about this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Theatre As Sign-System: A Semiotics of Text and Performance, by Elaine Aston. About this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

The Changing Nature of Democracy edited, by Edward Newman, John Keane, Takashi Inoguchi. This volume gathers essays by eminent scholars which point to a changing and broadening agenda of democracy. Challenges to democracy in established democracies and in transitional societies are addressed, as are democracy's... More about this book. Table of Contents. Title Page. Index.

The City: Urban Communities and Their Problems, by Alan S Berger. Includes indexes. More about this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Back from Utopia: The Challenge of the Modern Movement, by Hilde Heynen, Hubert-Jan Henket. About this book. Table of Contents. Title Page. Index. Copyright.

Wednesday, July 19, 2006

TCMS no YouTube

Material audiovisual de apoio para o curso "Teatro, Cultura e Movimentos Sociais", ministrado pelo prof. Victor Hugo Adler Pereira, no Programa de Pós-Graduação em Letras da Uerj.

http://www.youtube.com/group/TCMS

Obras de Strindbgerg para download


Project Runeberg

Den starkare,
Dödsdansen,
Ett drömspel,
Fadren,
Fröken Julie,
Gustav Vasa,
Mäster Olof,
Röda rummet,
Samlade skrifter av August Strindberg
Svenska öden och äfventyr
Sömngångarnätter på vakna dagar
Till Damaskus

August Strindberg asks himself

1. What is the main trait in your character?This strange blending of the deepest melancholy and the most astonishing light heartedness.

2 Which characteristic do you prize most highly in a man?Absence of narrow mindedness.

3. Which characteristic do you prize most highly in a woman?Motherliness.

4. Which talent would you most like to possess?To find the key to the world's mystery and the meaning of life.

5. Which fault would you least like to possess?Narrow mindedness.

6. What is your favorite occupation?To write dramas.

7. What would be the greatest happiness you could imagine?To be nobody's enemy and to have no enemies.

8. What position would you most have liked to have?To be a dramatist whose dramas were always being played.

9. What would you regard as the greatest misfortune?To be without peace of mind and conscience.

10. Where would you most like to live?In the Stockholm skerries.

11.Your favorite colour?Zinc yellow and amethyst violet.

12.Your favorite flower?Cyclamen.

13.Your favorite creature?The butterfly.14.Which books do you like most?The Bible; Chateaubriand's Genie du Christianisme; Swedenborg's Arcana Coelestia; Victor Hugo's Les Mise'rables; Dickens's Little Dorrit; Andersen's Fairy Tales; Bernardin de SaintPierre's Harmoni de la Nature. Kipling: various.

15.Which paintings do you like most?Theodore Rousseau's "Paysages Intimes." Böcklin: various.
16.Which musical compositions do you like most?Beethoven's Sonatas.

17. Which English writer do you admire most?Charles Dickens.

18. Which English painter do you admire most?Turner.

19. Which male historical personages do you admire most?Henri IV of France and Bernard of Clairvaux.

20. Which female historical personages do you admire most?P;Elizabeth of I hŸringen and Marguerite de Provence (consort of Louis i.e. Holy).

21. Which historical personage do you most despise?One has no right to despise anybody.

22. Which fictitious male characters most attract you?Balzacs Louis Lambert: and the Bishop in Les Miserables by VictorHugo.

23. Which fictitious female characters most attract you?Margaretha in Faust and Florence in Dombey and Son.

24. Which name do you like best?Margaretha.

25. Which fault in others do you find it easiest to forgive?Extravagance.

26. Which social reform would you most like to see accomplished?Disarmament.

27. Your favorite drink and your favorite food?Beer and fish dishes.

28. Which season and which weather do you like best?The height of summer after warm rain.

29. Your motto? Speravit infestis.

Strindberg, retratos & citações




August Strindberg - Quotes

I loathe people who keep dogs. They are cowards who haven't got the guts to bite people themselves.

Antipathy, dissimilarity of views, hate, contempt, can accompany true love.

Why is it so painful to watch a person sink? Because there is something unnatural in it, for nature demands personal progress, evolution, and every backward step means wasted energy.

Happiness consumes itself like a flame. It cannot burn for ever, it must go out, and the presentiment of its end destroys it at its very peak.

I hated her now with a hatred more fatal than indifference because it was the other side of love.

That is the thankless position of the father in the family-the provider for all, and the enemy of all.

I dream, therefore I exist.

Oh, I loved him too much to feel no hate for him.

I love her and she loves me, and we hate each other with a wild hatred born of love.

I find my joy of living in the fierce and ruthless battles of life.

There comes a moment... When imagination gives out and Reality leaps forth. It is frightful!

Some people seem to be born to suffer.

I'm everywhere now, in the sea which is my blood, in the hills which are my bones, in the trees, in the flowers. My head reaches as high as the heavens and I look out over the whole universe, which is all me, and I feel all the strength and power of the creator in me, for he and I are one. I want to take it all into my hands and knead it into something more nearly perfect, more enduring, more beautiful. I want to see it all created anew and every created being happy

born without pain, living without sorrow, dying in silent contentment.

Sobre "Senhorita Júlia", de Strindberg

Fragmento de uma biografia do Strindberg:

"To escape the uproar which he had stirred up, Strinberg moved in 1883 to France with his family. Between the years 1884 and 1887 he lived with short interruptions in Switzerland. During this time he corresponded with Friedrich Nietzsche, and became interested of the works of Edgar Allan Poe. Under financial and marital difficulties, Strindberg started to show symptoms of emotional crisis. Feelings of persecution were suppressed by heavy drinking of absinthe. Eventually he started to believe his wife wanted to have him locked away in a mental institution. The publication of the first part of his scenes of marital life, Getting Married (1884), outraged the Swedish establishment, especially the short story 'Reward of virtue', in which Strindberg mocked the Eucharist. The book was confiscated, Strindberg was prosecuted for blasphemy but acquitted. In Sweden the younger generation hailed him as a hero. Getting Married was inspired by Ibsen's play A Doll's House (1883), but Strindberg was more on the side of Nora's husband.

FRÖKEN JULIE (1888, Miss Julie), Stridberg's next major drama after FADREN (1887, The Father), coupled one of his favorite themes, the Darwinian battle between the sexes, with a social struggle and love-hate bond. Strindberg wrote it durring his stay in Denmark. The protagonist, Julie, a daughter of a count, allows herself to be seduced by her father's servant Jean. She must then confront the situation, in which Jean, a man on the rise, turns out to be the stronger person. Julie causes her own tragic fate. Unable to arrive at any reasonable plan, she orders Jean to hypnotize her into committing suicide.

"The Thèâtre Libre did not start its activity by proclaiming any program; it has never developed an aesthetic, never wanted to for a school... All prohibitive laws have been canceled, and only the demands of taste and of the modern spirit are allowed to determine the artistic form." (from 'On Modern Drama and Modern Theatre', 1889, in Samlade Skrifter, XVII, 1913) "

"Senhorita Júlia" inspira novo filme de Sérgio Silva

Diretor de Anahy de las Missiones transpõe para a paisagem gaúcha o clássico de August Strindberg, com Fernanda Rodrigues, Marcelo Serrado e Dira Paes no elenco
Porto Alegre - Professor do Departamento de Arte Dramática, o DAD, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o diretor Sérgio Silva traz para o cinema a sua sólida formação teatral. Em Anahy de las Missiones, ele transportou a trama de Mãe Coragem, de Bertolt Brecht, para a Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande, no século 19. No seu novo filme, que está sendo rodado em Viamão, a 20 km de Porto Alegre, Silva recorre a outro autor importante (e a outro texto que venera). Noite de São João baseia-se em Senhorita Júlia, de August Strindberg, que teve uma versão recente, inédita no Brasil, dirigida por Mike Figgis e, nos anos 50, virou um clássico de Alf Sjoberg.
"É um filme noturno", diz o diretor, que faz associações e cria metáforas misturando sexo e lua. A lua é crescente no céu de Viamão, mas uma imensa bola suspensa sobre o set projeta uma luz que simula lua cheia. O set está armado na Estância Gaúcha de Águas Belas, pertencente ao Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Foi aí que Silva fez a festa de lançamento de Anahy, quando a velha fazenda tombada foi entregue ao público, completamente restaurada. É um típico galpão gaúcho, todo decorado com bandeirolas mais coloridas do que as de Alfredo Volpi. Em frente, uma imensa fogueira projeta uma chama que invade a noite e pode ser vista a distância.
Uma unidade de bombeiros permanece alerta no set. Uma ambulância, também. "Com fogo não se brinca", diz a produtora Gisele Hailitl, que todos chamam de Giza, desta maneira explicando a precaução. É uma produção de R$ 3,2 milhões. Os investidores são: Banrisul, Ipiranga, Tintas Killing e Brasília Guaíba Obras Públicas. Entre os apoiadores estão o Banco do Brasil, o BNDS, a Quanta e o Labocine. Giza explica: "Um milhão para a rodagem, um para a pós-produção e um para o lançamento." Quando terminaram o lançamento de Anahy, ela encomendou a Sérgio Silva, de quem é parceira fiel, dois projetos, um caro e outro mais barato. O caro é uma adaptação da tragédia grega Hipólito, transposta para a era atual. O barato, que não é tão barato assim, é a Senhorita Júlia de Silva. Outro filme de época do diretor, que transpõe a ação da peça de Strindberg para o início do século 19.
Fernanda Rodrigues faz Joana, Marcelo Serrado é João e o terceiro papel é de Dira Paes, que já trabalhou com o diretor em Anahy e interpreta Joana (Cristina na peça). Um triângulo que Silva, fiel ao autor, trata de forma não convencional. Júlia é a mimada filha do dono da fazenda. Ela oprime as pessoas ao seu redor, mas não o faz por maldade. "Foi criada assim e exerce de forma natural essa maneira de oprimir as pessoas", define Fernanda. Numa noite de São João, Júlia se envolve com João, capataz da fazenda. A peça de Strindberg também se passa numa noite de São João, mas lá a aurora é boreal, representa o auge do curto verão sueco. A noite de Silva é meio irreal. Ele trabalha de forma a não dar ao espectador a sensação da passagem de tempo. É uma longa noite que termina de chofre, com a chegada da aurora. E há uma cena prévia, também diurna. Tudo isso lembra A Noite, de Michelangelo Antonioni, mas Silva nega qualquer aproximação, até porque os elementos dramáticos de seu filme e o do diretor italiano são diversos.
Fernanda e Marcelo Serrado não foram as primeiras escolhas de Silva para os papéis. Ele queria fazer Noite de São João com Marcos Palmeira, um dos atores de Anahy, e Letícia Sabatella. Chegou a retardar a produção por quase um ano para ter Palmeira no elenco, mas o ator terminou a novela Porto dos Milagres estressado e pediu a Silva, em nome da amizade, que o liberasse. Outra novela - O Clone - também impediu a participação de Letícia, cuja personagem, cresceu na trama de Glória Peres. Foi a chance de Fernanda e Serrado, ambos globais. Ela já fez um filme dos Trapalhões (Simão). Acaba de fazer Nelson Rodrigues no teatro: O Beijo no Asfalto. Acha que a experiência com a personagem rodriguiana lhe deu bagagem para assumir a complexidade da Senhorita Júlia. Mesmo assim, é um desafio e tanto para uma atriz vista com freqüência nos papéis (rasos) de heroína jovem na Globo.
Essência preservada - Serrado fez O Beijo com Fernanda. Foram dirigidos por Marcos Alvisi. Ele também acha que Nelson Rodrigues lhe deu estofo para encarar o personagem strindberguiano. Não poupa elogios ao diretor: "Sérgio é maravilhoso no trato com os atores. E, até por ser professor de teatro, ele possui uma visão profunda da peça, que sabe passar para a gente." Só não é a estréia de Serrado no longa, após alguns curtas, porque ele concluiu, pouco antes de viajar para o Sul, sua participação no novo filme ("Baratinho, mas muito interessante") de Murilo Salles, o diretor de Assim Nascem os Anjos. Silva realmente tem um jeito especial de trabalhar com os atores. Reconhece que houve uma mudança considerável no perfil dos personagens, com os atores de que dispõe. "Júlia e João ficaram mais jovens, impetuosos e imaturos, mas acredito que a essência de Strindberg está sendo preservada."
Os conflitos sociais e sexuais da peça são agudizados pelo diretor, que situa Noite de São João no quadro da agitação que os anarquistas promoveram no Rio Grande, no século passado. Há personagens secundários que representam a consciência da classe trabalhadora. João não possui essa consciência. Sonha com os frutos de ouro no alto da cristaleira da casa de Júlia, mas é oprimido pelas botas do pai dela, o coronel que nunca chega a aparecer. Araci Esteves, a admirável Anahy de Silva, interpreta Joaquina, a matriarca da casa, confinada em seu quarto, entre os objetos que lhe são caros (e que ela manda comprar em Montevidéu). Joana, a personagem de Dira Paes - todos os nomes começam com J, um capricho do diretor -, vai um passo adiante de João.
Agregada na casa, não é servil como o namorado. "É uma personagem boa de fazer", diz a talentosa Dira. A rodagem vai até dia 20, sem folga durante o carnaval. Houve problemas. Silva queria fazer o filme com Pedro Farkas, mas o fotógrafo declinou, dizendo que gosta de trabalhar com luz natural e esse não é o caso de um filme que se passa à noite, com luz artificial para simular o luar. O fotógrafo escolhido foi Rodolfo Sanchez, que rodou durante uma semana e ficou doente, desligando-se por um tempo da produção. Quem assumiu a fotografia foi Paulo Teles, cameraman de Sanchez. Não é fácil trabalhar com luz artificial, mas ele está se saindo bem, diz o diretor (e mantendo o conceito de Sanchez, acrescenta Giza). Do set de Noite de São João, a produtora informa, pelo telefone, que Sanchez está recuperado, já deixou o hospital em São Paulo e viaja sábado para Porto Alegre, para retomar a função.

Luiz Carlos Merten

Thursday, July 13, 2006

Cultura: vida e política

Ainda na esteira da discussão sobre "Romantismo e Política", alguns artigos que podem ampliar o debate:

São Paulo em Perspectiva, vol.15 no.2 São Paulo Apr./June 2001
Print ISSN 0102-8839

Cultura: vida e política

Table of contents
Nota do Editor
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CULTURA E MODERNIDADE NO BRASILOLIVEN, RUBEN GEORGE
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INTELECTUAIS E ROMANTISMO REVOLUCIONÁRIORIDENTI, MARCELO
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VIOLÊNCIA FUNDADORA E VIOLÊNCIA REATIVA NA CULTURA BRASILEIRAMARCONDES FILHO, CIRO
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NOVAS FRONTEIRAS E NOVOS PACTOS PARA O PATRIMÔNIO CULTURALSANTOS, CECILIA RODRIGUES DOS
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CULTURA COMO OBJETO DE POLÍTICA PÚBLICADURAND, JOSÉ CARLOS
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DIMENSÕES DA CULTURA E POLÍTICAS PÚBLICASBOTELHO, ISAURA
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A MERENCÓRIA LUZ DO ESTADODÓRIA, CARLOS ALBERTO
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O EDUCADOR: MAGNANIMIDADES E AMBIGÜIDADESALMEIDA, FERNANDO JOSÉ DE
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Wednesday, July 12, 2006

Romantismo e Política



Na última aula, foram discutidos os livros Romantismo e Política, de Michael Löwy e Robert Sayre, em contraponto com Tudo o que é sólido desmancha no ar, de Marshall Berman.